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Postagens

Como estão as coisas até então?

A minha idéia ao criar esse blog era primariamente de divulgar dados  científicos que poderiam fazer com que nós lidássemos melhor com a doença, mas minha vida está muito corrida, não tenho tido tempo para fazer postagens mas constantemente entro no gmail do blog para ver se houve algum tipo de contato, porque o feedback ajuda a motivar na hora de buscar algum conteúdo. Já conheci algumas pessoas através do blog, pessoas em situações delicadas, que também não conseguem aceitar a enfermidade nem compreender o porquê de isso ter sido direcionado a elas. Busco da melhor maneira possível passar um conforto, ajudar a compreender o problema, saber lidar com a situação. Mas não é facil. Para mim não está fácil. Acredito que eu tenha sido infectado pelo HSV-1 pela branda manifestação das lesões recorrentes, mesmo sem tomar medicação. Na semana passada tive uma recorrência em dias que estava sob muito estresse, dormindo muito pouco e me submetendo a grande estresse emocional. Uma dessas ma...

Tratamento supressivo HSV- Aciclovir e relacionados

O número de pessoas soropositivas para o HSV vem aumentando contantemente, sendo a maior causa desse aumento pessoas que negligenciam a liberação assintomática do vírus. Até hoje a maior taxa de contaminação ocorre em pessoas do sexo feminino. A doença se manifesta de maneira particular de indivíduo para indivíduo, tendo relatos de pessoas que tiveram apenas um episódio sintomático e pessoas que não passam uma semana sem ter uma manifestação clínica. A literatura também trás relatos de casais em que um dos componentes é soropositivo e o outro não, que tem filhos, convivem a mais de 20 anos e a outra parte não se infectou. Independente da forma que a infecção pode ser passada para outras pessoas, o mais importante é sabermos administrar nossa condição. Vários tratamentos foram desenvolvidos, várias vacinas foram desenvolvidas mas infelizmente não tiveram resultados satisfatórios, milhões de dólares são gastos ao redor do mundo em pesquisas para se descobrir a cura para esta condição. O...

Tenho herpes genital. E agora?!

Durante toda a minha vida sempre fui acostumado a muitas frustrações, principalmente no que diz respeito ao lado emocional e relacionamentos. Quando recebi o diagnóstico parecia que eu estava em outro plano, fora da realidade. Não me desesperei mas ao mesmo tempo também não conseguia acreditar que aquilo era verdade. Infelizmente aconteceu. Não tenho como saber como foi, quem me passou a doença. Só posso especular. Encontrar um culpado não irá ajudar em nada. O que podemos fazer é tentar não ser o contaminante de alguém. Inegavelmente a única maneira de ter 100% de certeza que não vou transmitir o vírus é a completa abstinência sexual. Já cogitei essa possibilidade, mas eu quero e acredito que apesar de minha atual condição eu mereça ter uma família, ser feliz! Até o momento não existe uma cura, mas as pesquisas estão evoluindo. Quando me consultei com o urologista para levar o resultado dos exames, ele apenas me mandou para casa, disse que tudo o que ele poderia pedir para que eu fiz...

Diagnóstico da infecção por HSV

Diagnóstico Clínico: Na forma localizada recorrente, o diagnóstico é fácil, baseando-se no aparecimento de vesículas agrupadas e na história de recidiva no mesmo local ou adjacências, precediadas ou não de leve prurido ou ardência local. O aparecimento brusco, na cavidade oral, de vesículas, ulcerações, hiperemia, edema, acompanhado de febre, de dor e adenopatia, constitui quadro clínico típico da gengivoestomatite aguda. A infecção primária ocular e genital apresentam-se de modo semelhante. A história da infecção herpética do trato genital materno auxilia sobremodo o diagnóstico do herpes neonatal. Diferencial: A gengivoestomatite aguda deve ser diferenciada da herpangina, da faringite bacteriana e da síndrome de Stevens-Johnson. As formas recorrentes podem se confundir com aczema de contato, estrófulo bolhoso e impetigo.  Laboratorial: Os seguintes recursos laboratoriais podem ser empregados: a) isolamento do círus através de lesões e do líquor, nos casos de mening...

Quadro clínico da herpesvirose

As manifestações clínicas causadas pelo herpesvirus são variadas e estão na dependência do órgão afetado, como pele, mucosas, órgãos internos, e do caráter localizado ou disseminado da infecção. Estas formas estarão dispostas no quadro no final do post.  Formas clínicas Primária: Nas mucosas, a gengivoestomatite aguda é frequentemente observada. Produz lesões localizadas ou sistêmicas. A infecção, por vezes, se manifesta sob forma clínica grave, com febre alta e gastrenterite, podendo levar ao êxito letal. Adenopatia regional está presente ( os linfonodos regionais drenam todo o material que está sendo processado pelo sistema imunológico, por isso há aumento de volume e dor na região, são as conhecidas "ínguas") . Raramente, a infecção cutânea se apresenta sob a forma de vesículas disseminadas. Aqui as vesículas são agrupadas e continuam surgindo durante duas a três semanas. Recorrente: De caráter localizado, a infecção recorrente das mucosas e pele é comum, pri...

Epidemiologia e imunologia para o herpesvírus

O vírus do herpes simples tem distribuição universal. A infecção afeta cerca de 1 a 2 por conto da população. Foi isolado da boca das crianças. A primoinfecção ocorre, em geral, nas crianças de um a cinco anos, sendo rara no adulto. A porcentagem de adultos portadores de anticorpos chega a 90 por cento. O único reservatório vírico deste patógeno é o homem. O período de eliminação do vírus após a cura da primoinfecção é desconhecido, admitindo-se algumas semanas ( por cerca de duas semanas após a recuperação do primeiro episódio de manifestação clínica da doença se admite a liberação contínua do vírus, mas em quantidades decrescentes pelo desenvolvimento da imunidade adquirida ). A transmissão materna do herpes simples para o feto pode estar relacionada a vários fatores: ao tempo de infecção durante a gestação; ao tipo de parto; e, possivelmente, à presença e ausência de anticorpos maternos ao vírus. Admite-se ( através de experimentos ) que a infecção materna durante o nascimento aume...

Patogenia do herpesvírus

O período de incubação costuma ocorrer de dois a 12 dias. Existem duas formas clínicas básicas da infecção herpética: (a) primária - desenvolve-se num indivíduo desprovido de anticorpos que não foi exposto anteriormente à infecção herpética; (b) recorrente (recidivante) - instala-se num paciente previamente infectado, portador de anticorpos circulantes. Em ambas as formas, a doença se manifesta, em geral, de modo brando, através de vesículas localizadas na pele e nas mucosas. Raramente, durante a primoinfecção, apresenta-se sistêmica, grave, com comprometimento visceral, neurológico, podendo evoluir para o êxito letal. As infecções primárias apresentam-se sob forma clínica inaparente em cerca de 85 a 99 por cento dos casos. O fenômeno de latência e o mecanismo de ativação do vírus herpético são dos mais atraentes problemas da virologia. A penetração do vírus pressupõe a existência de lesões sutis na área de inoculação, Na porta de entrada produz-se, principalmente, uma multiplicação l...